Não houve guerra, mas sim um conselho, e Lúcifer não é a rebelião, mas a curiosidade — e como um anjo é também um aspecto de Deus.
Naquele dia fora do tempo, elu pediu uma audiência à fraternidade e estando todes lá, teve a coragem — também uma virtude — de se perguntar: o que há além de Deus?
Ninguém sabia respondê-lu.
"Entendemos a Verdade sem saber o que há contrária a Ela?”
Lúcifer não caiu. Elu desceu ajudado por aqueles que o amavam a escada para um outro mundo desconhecido, mas que também Existe.
A fraternidade não se ressente ou o odeia, porque a hierarquia de anjos é incapaz de tal. Ela apenas espera. Elus ajudam o quanto podem, desse local distante de onde não podem tocá-lu.
Assistindo, e sendo parte daquele que está lá, também aprendem. E no fim da experiência estarão ao seu lado para ampará-lu no momento em que Lúcifer subir os primeiros degraus de volta, e dizer "eu entendi".
Quando isso acontecer, irão puxá-le de volta, e, de volta ao Paraíso, todes irão saber: é isso que existe além de Deus.
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