Antes de entrar na Universidade eu tinha ido ao cinema três vezes na vida: assisti Pokémon quando tinha dez anos, Jurassic Park 3 quando tinha onze e um documentário sobre Raul Seixas já depois dos vinte. Essa escassez de cinema é por vários fatores, que não vêm ao caso agora.
Apesar disso sempre gostei de assistir filmes. Sessão da Tarde, Cinema em Casa, Tela Quente, Tela de Sucessos, Domingo Maior, Temperatura Máxima... Mas nunca fui cinéfilo, nem depois de ter acesso à internet, e não entendo a cabeça dessa gente.
Eu vejo o cinéfilo como um militante de facebook: ele assiste tudo, coloca dois ou três heróis num pedestal e critica todo o resto. Fora seus heróis, ninguém mais sabe como fazer a arte que o encanta, mas ele também não nos faz o favor de nos mostrar como se faz, só de mostrar o que seus heróis já fizeram.
Já dizia o poeta: "Eu tenho medo de cinéfilo."
Depois que comecei a cursar Imagem e Som já perdi a conta de quantas vezes fui ao cinema com amigos, com a família ou sozinho, e eu gosto, mas o cinema pode ser perigoso, porque alguns cinéfilos, às vezes, vão ao cinema.
Nada contra cinéfilos, tenho amigos que são, mas Deus me livre um dia me tornar um.
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